Por Equipe Minha Máquina
Fotos: Bruno Guerreiro
Em uma das frequentes noites de chuvas torrenciais que andam castigando a cidade de São Paulo, encontramos o engenheiro Claudio S. Junior na garagem onde seu Opala 1978 repousa abaixo de uma capa de proteção, juntamente com vários outros carros antigos de outros proprietários.
Sem a capa, o belo azul Tapajós, da linha GM 1978, combinado com o vinil branco, enche os olhos de qualquer apaixonado por carros. No momento em que a chave é ligada e o lendário motor 250-S "fala" grosso pelos escapamentos 6x2, o deleite é completo.
O processo de restauração foi bem longo e o carro foi inteiramente desmontado e revisto para chegar à forma atual - um resumo da restauração pode ser visto no endereço http://www.opala.com/forum/viewtopic.php?f=12&t=10230.
A paixão de Claudio pelos Opalas começou da mesma maneira em que o interesse por carros antigos foi despertado na maioria das pessoas que tem atualmente entre 25 e 35 anos. Um parente, neste caso, um tio, tinha diversos modelos imponentes, como Opalas e Mavericks. Porém, desde o princípio foram as linhas do Opala que cativaram Claudio e apenas recentemente ele conseguiu concretizar o sonho de finalizar o carro. No entanto, claro, já existem planos futuros para essa máquina.
Para realizar a restauração, além de gastar muitos litros de gasolina caçando peças para seu bólido, Claudio contou com a ajuda de seus amigos do site www.opala.com, no qual ele é um dos responsáveis pela administração do fórum.
Voltando ao Opala, vale dizer que o complemento do visual externo ficou por conta das rodas do Diplomata 1992, calçadas nos pneus Cooper Cobra 215/60/R15 na dianteira e 235/60/R15 na traseira. Elas mostram que, apesar da quantidade de detalhes originais, o carro ainda tem muito fôlego e pode deixar muitos modelos mais novos surpresos. O interior segue o padrão da parte externa, que é fiel ao padrão original.
Dentro do veículo encontra-se o raro painel de Jacarandá, que ganhou um toque de esportividade atual com os manômetros Cronomac e o monster Autogaude da Autometer.
Finalizando com o "berço" do seis cilindros em linha, além dos detalhes cromados, peças MSD e a clássica Webber, a limpeza e organização do cofre comprovam todo o zelo de seu proprietário.
|
|
|
|
 |
Por que escolheu esse modelo?
R: Julgo este modelo "O CLÁSSICO" de todos os modelos do opala, quando se fala em opala, este é o primeiro modelo que vem em mente.
Quando comprou?
R: Julho de 2003.
Qual foi a parte mais dificil do projeto?
R: Por mais estranho que possa parecer, o final do projeto. Esta é a parte crítica e crucial, é a hora que o carro está 95% montado, porém... NÃO ANDA. Depende muito de disponibilidade de tempo, pois são pequenos detalhes que juntos, fazem parte do "GRAN FINALE". No início de montagem do carro você enxerga grandes progressos e isso anima, mas no final é exatamente o contrário, são pequenos detalhes, e estes demandam no final das contas um tempo enorme (semanas, até meses), e aí bate o desânimo, a raiva, tem horas que dá vontade de desistir e vender o carro!
Alguma história ou fato curioso relacionado ao carro?
R: A única vez que fui abordado por policiais, foi mais uma abordagem para ver o carro que os documentos, foi muito engraçado. Outro fato curioso é que no trânsito sempre abrem o caminho, geralmente é muito mais tranqüilo dirigir o opala no trânsito que meu carro de uso diário, pois sempre abrem a passagem para ver o carro (Risos), além de sempre ajudarem a arrumar uma vaga mais fácil e visível, geralmente na porta dos estabelecimentos que eu vá com ele.
Quais os próximos planos?
R:Concluir a preparação da mecânica e suspensão, com os itens que já possuo e os que estou adquirindo no decorrer do ano:
- Carburação Tripla weber 40 (Comprada)
- Comando de Válvulas e Tuchos(Em aquisição)
- Novos Amortecedores Importados (Em Aquisição)
- Sistema de Estabilização da Suspensão Traseira com
- Barras Duplas (Eu mesmo construí na fábrica da minha empresa, a partir de um modelo do sistema dos Opalas de Pista)
|
|
|
|
 |
|
|
|
|